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21 junho 2006

Portugal nos oitavos de final


Parabéns Portugal
Foram 40 anos, muitas gerações passaram e voilá lá estamos nos novamente entre as 16 melhores equipas do mundo a disputar o mais cobiçado troféu entre selecções.
Parabéns Portugal Esta é a primeira vez que vejo um mundial e claro está ninguém me arranca de frente do televisor para ver a nossa selecção jogar, no meio de isto tudo as unhas é que pagam, nervosismo, ansiedade em cada jogada, mãos á cabeça sempre que a bola passa perto das redes e a festa cada vez que a bola atravessa a linha final entre os postes e embate nas redes, independentemente como é que foi alcançado, cada golo é festejado com o mesmo entusiasmo.
A emoção de uma partida de futebol.
Tudo parece normal desde que entra a selecção para o aquecimento, em que todos os comentários são a favor de que vai ser um grande jogo, até ao momento que estes regressam ao balneário e voltam novamente com o equipamento já vestido e pousam para mais uma fotografia e tudo realmente começa quando, os 22 jogadores já alinhados lado a lado, soa nas colunas do estádio o Hino, o Hino Nacional Português, ai a emoção recai sobre todos. Os jogadores a cantarem com a mão no peito e todos os adeptos em casa ou no estádio se levantam e cantão o a marca de Portugal como se estivessem ali no estádio ombro a ombro com os melhores jogadores da nossa selecção. Depois o momento em que o capitão reúne todos os jogadores e dá a ultima palavra de confiança, até que o arbitro coloca a bola no centro de todo o espectáculo e apita para o primeiro toque na bola. Os segundos passam até que surge a primeira jogada em que algo acontece, os comentários sobre o que está bem e o que está mal, o coração acelera cada vez que a bola tá no poder da equipa contrária no nosso meio campo e tudo volta á calmaria quando a bola é cortada ou sai pela linha final mais próxima da bandeirola que da baliza. Depois tudo recomeça quando os nossos jogadores trocam a bola onde a distancia entre a linha de grande área e onde esta se encontra é cada vez mais curta, todos nos levantamos na expectativa aguardamos o que o jogador vai fazer, gritamos "passa a bola" ou "chuta" ou "centra" ou destacamos o nome do jogador que está desmarcado, como se estivéssemos ao lado do jogador que detém o esférico e botamos as mãos á cabeça no final da jogada quando esta passa ao lado das malhas laterais. Já rolam os primeiros minutos quando acontece a primeira jogada em que todos nos encolhemos ou fazemos "ssssee" e instantaneamente dizemos "é falta", onde o jogador se contorce com dores e no segundo seguinte após ouvir o som do apito se levanta para dar continuidade ao sofrimento dos espectadores. Tudo se repete inúmeras vezes até que no meio do encontro após uma recuperação de bola um contra-ataque sublime a bola passa no máximo por 3 jogadores onde a defesa contrária ainda está contrabalançada no ataque-defesa, surge aquele momento em que tudo para, onde se ouve por milésimos de segundos um silencio ensurdecedor, á espera do que vai acontecer e depois a explosão de alegria a bola embate no fundo das redes e a palavra GOLO se transforma num único som proveniente das mais distintas bocas, transformado em emoção evidenciada pelos sorrisos, saltos, apertões, abraços, beijos e tudo o que uma pessoa possa imaginar para exprimir alegria (á semelhança do anuncio da coca-cola). E recomeça a partida e iniciam-se os comentários sobre o golo, as repetições (na televisão ou no ecrã do estádio), a forma exemplar como o lance foi executado e de repente a imagem do momento fica somente expresso no marcador, pois com a continuidade tudo volta ao inicio, "passa a bola", "é falta", "ssseee", "Ooooo"... O relógio já marca 40m de partida e o sentimento de vitória está estampado nas caras até que, de repente após uma falha daquele jogador que estamos desde os segundos iniciais a dizer que ele já devia ter sido substituído, em que tudo o que é verde, amarelo e vermelho se levanta com as mãos na cabeça com expressões de quem viu o Castelo Branco completamente nu e quase com vontade de dar com um barrote na cabeça do jogador que rematou para a explosão de alegria dos adeptos da equipa com o equipamento diferente, vem a desilusão a fúria em que quem paga são os pés ou as mãos que, por nada, vão contra a mesa e contra as paredes ou cadeiras que estão por perto, seguidos de palavras menos amigáveis como "f*da-sse, "m*rda" e até expressões conjuntas que juntam o acto do amor ao órgão sexual masculino como "f*da dum c*ralh*" e tudo volta ao mesmo do inicio onde o marcador passou a estar com números iguais. Inicia-se então uma nova fase de "vamos lá", "Portugal, Portugal", em que todos gritamos e chama-mos, como se não houvesse amanha, pela equipa de todos nós transmitimos uma energia que faria erguer um morto para dentro do campo, mesmo que estejamos a 400 mil km, até ao momento em que soa o duplo apito para o intervalo.
No intervalo comentamos, exprimimos opiniões de confiança, damos os nossos veredictos de treinadores de bancada, acendemos mais um cigarro, bebemos algo fresco para reavivar a garganta, escutamos atentamente o comentário das pessoas que estão por perto e sobrepomos com a nossa opinião, sorrimos enquanto revemos a jogada maravilhosa que mudou pela primeira vez o marcador e damos uma nova profissão á mãe do jogador que voltou a colocar tudo da mesma forma. Esperamos com cantigas de apoio e com risadas á custa do bobo do grupo (sim porque todos os grupos de amigos tem um bobo de serviço) até que a selecção volta a entrar em campo e como ritual voltamos á estaca zero á espera do apito do arbitro que dá inicio a mais um turbilhão de sensações...
Inicia-se a segunda parte, sem alterações, expressamos novamente a nossa vontade que o jogador x seja substituído por não está a dar rendimento á equipa, desta vez, em silencio damos a primeira trincadelas nas unhas, levanta-mos as mãos, gritamos "é falta", pomos uns defeitos no arbitro, insistimos com a nossa vontade que o jogador X já devia estar a puxar lustro ás botas, mais uma trincadela na unha, botamos novamente á cabeça, vimos novamente o Castelo Branco, sorrimos, cantarolamos, sentamo-nos, mudamos 1001 vezes de posição até que... o jogador é substituído, batemos palmas, levamos o grupo de amigos a gritarem "Portugal, Portugal, Portugal", ouvimos as opiniões femininas ("á o Cristiano Ronaldo, isto..., O Deco aquilo...etc...", opiniões que tem tudo a ver menos com futebol, mas que também fazem parte do espectáculo), discuti-mos aquela jogada de falta dentro da área que todo o mundo vê menos o arbitro, destacamos um ou outro momento "viste aquela finta..., sentou o jogador, etc...", até que chega a parte do "Oooo" ia sendo... o coração não para de bater cada vez mais forte, agarramos no cachecol como se estivéssemos pendurados no ultimo andar do lado exterior de um edifício de 50 andares e de um momento para o outro de uma falta ao meio campo a bola é extremamente bem jogada pelos centro campistas, chega aos pés de Deco, Deco dribla a bola, passa o primeiro abre o jogo para o flanco esquerdo onde Cristiano Ronaldo recebe, acelera o passo passa o primeiro, passa o segundo, senta o terceiro, vai rematar... não passa para Figo, Figo puxa para o lado, passa por um adversário, centra... Pauleta... Pauleta é GOLO, GOOLLOOOOOOooOoO... Salta-mos, Abraçamo-nos, grita-mos, sorrimos, beijamos exprimimos de todas as formas possíveis a nossa alegria, vivemos o momento como se tudo mais não existisse, esquecemos tudo, o importante é gritar e mostrar aos 11 jogadores que aquele golo foi tudo para nós revivemos o momento com mais um abraço, mais um sorriso de orelha a orelha e voltamo-nos a sentar, desta vez novamente com a esperança que os minutos que faltam passem rápido, gesticulamos, acenamos, relembramos a nova profissão da mãe do arbitro, pedimos o cartão amarelo, vimos o fiscal de linha a levantar a bandeirola assinalando fora de jogo injustamente, enaltecemos o trabalho do arbitro após marcar falta a favor da selecção, ficamos calados quando o arbitro não marca aquela falta que daria direito a um livre directo em frente á baliza a pouco menos de 2 metros da grande área, olhamos para o relógio, mais uma trincadela na unha, mais um "ssseee", vimos o 4º arbitro a levantar a placa dos descontos, esfregamos as mãos, aplaudimos a substituição feita pelo seleccionador no culminar da partida, levantamo-nos novamente de mãos na cabeça com aquela cara que já todos sabem e por final, após os dois apitos mais esperados desde o momento que o Pauleta fez jus á sua reputação, festeja-mos, voltamos a repetir tudo o que fizemos por duas vezes durante os 105m anteriores, porém desta vez com o sabor a vitória a vitória merecida, aplaudimos o regresso dos jogadores ao balneário e voltamos a festejar, como se Portugal já exibisse a taça das taças, a mais cobiçada por todas as selecções.

Assim se vive uma partida de futebol e mais uma vez Obrigado Portugal por estes momentos.

Bem este relato é extraído da minha imaginação, não aconteceu na realidade, mas é mais ou menos assim que se vive uma partida de futebol.

Depois destas emoções, algo parecido com o isto é, pois está claro, uma sessão da assembleia da republica, porém ali já se sabe quem ganhou e quem está constantemente a perder e a única expressão do adepto do principio ao fim é aquela das mãos na cabeça com cara de quem está a ver o Castelo Branco nu.

Espero que a Selecção Nacional nos de muitos destes momentos pois só dessa forma podemos esquecer tudo o resto.

Obrigado Portugal, Parabéns Portugal.

1 comentário:

Rute Martins disse...

és um doido,
andas inspirado andas :P

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