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16 março 2007

Meu querido diário hoje...

Gostava de voltar a ver algumas pessoas, que com o passar dos anos perdemos contacto...

Lembro-me de pessoas como o Rodrigo, meu primeiro amigo, brincávamos quando éramos petizes onde na nossa amizade, nunca existiu uma conversa (mal sabíamos falar)... tudo era simples um qualquer objecto apanhado no meio da rua era o suficiente para o inicio de uma tarde de brincadeira, brincar, correr, jogar á bola, etc... Recordo o Vasco, que também desde inicio se juntou a nós na simplicidade das brincadeiras, os Fernandos, a Dulcineia, as Susanas, o Ivo, a Carla, o Sérgio, o Desmonde, a Disere, o Nuno, o Pedro, o João. Recordo os meus aniversários, em que toda a minha antiga casa (a casa onde morava a minha mãe), não era o suficiente para acolher tanta gente, a porta ficava aberta e nós miúdos, entravamos e saímos para ir buscar as guloseimas e depois continuarmos na azafama da brincadeira ali perto... Recordo a Sara, o David, ai, ai... antes dos sete... tudo era singelo, onde a minha única responsabilidade era "fazer os trabalhos da escola" pois só depois de os fazer podia ir para a rua brincar... Brincar... Brincar... até ouvir pela janela a minha mãe chamar por mim para ir tomar um banho... as birras que fazia quando isso acontecia e mal me apercebia que ao mesmo tempo estava a acontecer o mesmo com os outros...

Desculpem... mas ás vezes, como acto de inconsciência, infantilidade e desresponsabilidade era bom poder ir tocar á campainha de todos eles e dizer... anda brincar. O certo é que de todos os referidos só sei onde moram 2 ou 3, tenho uma vaga ideia o que aconteceu a mais um ou dois e todos os outros desapareceram...

Como é lógico, nenhum deles é importante para a continuação da minha vida, nem sequer penso neles todos os dias (e alguns quase nunca)... porém ás vezes (ou hoje pelo menos que me lembrei disto) gostava apenas de os ver para saber o que foi que lhes aconteceu...

Bem... mas não preciso de ir tão longe no tempo... tenho me tornado uma má pessoa, no que se refere a amizades... eu sei disso, desnaturado, despreocupado... simplesmente não falo com alguns á muito tempo, á tanto tempo que por vezes nem me recordo dos seus apelidos ou até mesmo dos seus nomes, quanto mais sua cara... por vezes estou aqui e vejo alguns deles ficarem on-line no MSN e nem assim pergunto "Oi, como estás?", isto porque ando demasiado preocupado comigo e só penso em mim e nos meus problemas, ou porque não me apetece falar, ou porque quando vou para dizer "Olá" desisto por pensar que não vale a pena, não vou mesmo ter tempo para estar a falar com ele/a, outras vezes penso que nem vou falar porque não tenho assunto e sinceramente não acredito que depois de me perguntarem se está tudo bem comigo eu responda que sim, isso tornaria tudo novamente banal, e é certo que também não faz o meu género encher os outros com os meus problemas… tornei-me distante e reservado e isso faz de mim uma má pessoa respeitante ás amizades.

Penso tanta coisa, que quando dou por mim estou a escrever com arrependimento, arrependimento de á 2/3 anos no dia a seguir de ter visto tal pessoa na rua, não aproveitar isso para retomar a conversar e reforçar novamente amizades, de não ir tomar café com o pessoal, de não sair de casa porque estou cansado ou porque simplesmente não me apetece na altura, arrependimento de não dar ouvidos á Rute que se farta de me dizer para eu lhes ligar, etc, etc...

O meu feitio também é estupido... eu sei e admito...
Muitas vezes sou eu, que orgulhosamente, me deixo arrastar no tempo pensando porque é que eu te vou falar, se tu também não me falas... E o mais estúpido ainda é pensar que nunca preciso de ninguém, quando todos os dias se não fossem todas essas pessoas que me rodeiam, eu é que me resumia á insignificância.

Bem isto tudo para vos dizer Obrigado!. Obrigado a todas as pessoas.
Pessoas que esqueci, que recordo, que me recordam, que me falam, que não me falam, que perdemos o contacto, que são meus amigos, que não são meus amigos, que sabem que existo, que nunca me viram, que um dia me conheceram e que me vão conhecendo... Assim sou eu e assim eu me vou conhecendo melhor. Obrigado.

Notas:

a) mesmo depois de escrever isto, vai tudo ficar como estava antes... sou eu e á minha maneira no meu mundo.

b) lembrei-me disto porque tive a ver no Hi5 pessoas que não vejo á séculos.

c) aposto que ninguém vai ler tudo até ao fim... e mesmo que leiam ninguém vai compreender e comentar, porque definitivamente eu a escrever sou um desastre.

11 comentários:

Miss Alcor disse...

Ponto nº1: Claro que não és um desastre a escrever!
Ponto nº2: Claro que li até ao fim, caso contrário não valia ter vindo cá!

Às vezes fechamo-nos em nós e continuamos com a nossa vidinha, enquanto tudo for correndo. É a rotina. É o cair na rotina. Habituamo-nos a estar em casa, a fazer as coisinhas à nossa maneira e não nos apetece fazer as coisas de outro modo.
E tal como tu dizes, "para quê que lhe vou falar. se ele não fala comigo também!"
Acho que é um sentimento normal. Digo isto, porque faço as coisas da mesma maneira! (Não é que seja justificação, mas conheço outros que fazem igual!)
As recordações são para isso mesmo, para termos sempre onde nos apoiar nos momentos mais difíceis! A preocupação acerca de tudo isto faz parte da vida. Mas a vida, cada um a encaminha do modo que achar melhor. Se neste momento achas que não a estás a encaminhar da melhor maneira, então faz um esforço para mudar. Se te sentes bem, então para quê alterar o que quer que seja! ;

yavehator disse...

Olá Mano.

Li tudo até ao fim e eu percebo perfeitamente o que dizes, pois acho que nos identificamos todos um pouco com a tua história, para mais, eu, que depois dos 16 anos, nunca estive muito a viver na mesma cidade.
Sei muito bem que quadro é esse que pintas-te, embora o meu, e o de cada um que ler, seja doseado com outras cores e texturas de experiências de vida.
Quanto ao feitio de que te acusas, todos vamos endurecendo durante a vida, embora por motivos diferentes, mas com consequências similares. Não enviamos aquela SMS, não fazemos aquele telefonema, evitamos contacto, sentimos constrangimento se virmos uma pessoa conhecida, da qual não mantivemos contacto… em fim, vamos deixando, que esse ORGULHO, domine o que realmente somos por dentro, e temos vergonha de coisas tão simples, como um sorriso, ou um simples cumprimento, mesmo que seja só para dizer…., “está tudo bem, obrigado”, mesmo quando não está.
O tempo depois, toma conta do resto, e esquecemos, e quando um dia escrevemos assim, como tu… é porque está na altura de mudar algo, e mesmo que não sejas correspondido, tenta, pois acredito que te vais sentir melhor, porque foste simplesmente… humano.

Aquele abraço.

PS: Desculpa o testamento.

Canochinha disse...

Nélson: este post podia muito bem ter sido escrito por mim. Descreve-me na perfeição.

Nelson Favas disse...

Obrigado.

Xana disse...

Pois acho k mts de nos temos este sentimento, eu tb!
E é por isso k de tempos a tempos la tou eu a vasculhar os contactos antigos e a organizar almoços, mas sinceramente começo a ficar cansada de ser so eu..

R1sk3z disse...

Obrigado tu? nah nah nah ... obrigado eu, por seres meu amigo.

Paulo_Tunnersan disse...

Eu li até ao fim mas não tirava os olhos da Scarlett a olhar para o teu texto...Sorry...eu presto mais atenção para a próxima...aliás nós falámos sobre este assunto à pouco no barco...aliás dei-te um exemplo prático...revi um amigo de infância...não vou dizer mais nada...vou olhar para a Scarlett

Paulo_Tunnersan disse...

o filme que falámos é o Hotel Ruanda...Mto Bom

Nelson Favas disse...

Xana vai passando por ai... beijo.

Paulo_Tunnersan - 8.4 IMDB... TOP 250 posição nº. 62... Amanha quero esse filme. ;)

Susana Alves disse...

Tu não és uma desgraça a escrever! Tu até devias era ser escritor! Gosto da maneira como o fazes (excepto os erritos ortográficos que vão aparecendo aqui e além.lol.Acho que vais ter de levar umas quantas palavras difíceis como trabalho de casa!lol). Mas, olha, eu também sinto o mesmo que tu: e provavelmente muita gente (pelo menos aquela com sentimentos) relembra amigos que já não vê há muito e relembra as tais amizades deperconceituosas e inocentes que tu tão bem referes.
Também foi uma alegria muito grande encontrar-te por aqui. Também, de vez em quando eu e a minha mãe falamos em ti e na tua mãe, a D. Graça :). Viemos morar para a Penalva há já 11 anos e também a minha mãe perdeu muitos contactos de tanta gente que conhecia ali naquela saudosa Recosta.
Mas, sabes o que mais interessa? Que a vida continua, e que, embora os caminhos sejam diferentes, pelo menos no passado já andaram lado a lado e que, ao recordar-nos deles, nos tragam bons momentos. Isso acho que é importante acima de tudo! E que ainda hoje, pelo menos alguns desses amigos mantenham a mesma forma de ser, honesta, como sempre foram. A resposta àquela tal frase "se fosse uma palavra era..." está muito bem respondida por ti: SIMPLES. Era isso que éramos na altura e fico muito contente que ainda haja quem assim seja. Obrigado Nelson.



Deixo-te aqui um escrito de Vinícius de Moraes. Sei que também te vais rever nele e espero que gostes:


Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências…
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer…
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

Nelson Favas disse...

Olá Susana, de facto revejo-me no texto, é magnifico.

Trabalho de casa não é? :P

Obrigado por teres vindo dar uma espreitadela ao meu blog...

Fiquei extremamente contente c\ os teus comentários e visita ao meu blog.

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